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  O barroco em Portugal
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Em Portugal, o barroco atingiu o seu esplendor na primeira metade do século XVIII, com D.João V.
As remessas de ouro do Brasil permitiram que D.João V chamasse artistas estrangeiros e mandasse realizar várias obras de arte.
Esta opulência e enriquecimento reflectiram-se no aparato e na monumentalidade das obras de arte, concebidas numa triunfante linguagem barroca.
Uma corrente de renovação assolou todo o país e manifestou-se nas mais diversas produções artísticas. A arquitectura, a escultura e a pintura, bem assim como as artes decorativas – mobiliário, ourivesaria e, sobretudo, a talha e o azulejo –, foram incrementadas e personalizadas por uma vasta plêiade de artistas portugueses e estrangeiros.
Grandes obras de arte foram construídas durante o período barroco em Portugal, entre elas podemos destacar as seguintes: o Converto de Mafra, cujo arquitecto foi Ludovice, envolveu na sua construção milhares de trabalhadores.
 
 Principais características da arte barroca: 
- o predomínio do emocional sobre o racional; 
- o artista fica livre de qualquer regra ou padrão para a liberdade de criação; 
- busca de efeitos decorativos e visuais; 
- a busca de forte realismo pela inspiração popular; 
- composição dinâmica; 
- predomínio da vertical sobre a horizontal com eliminação da linha recta, com fuga do geométrico; 
- a estreita relação das artes, através da arquitectura e escultura intimamente ligadas; 
- valorização do entalhe na construção de altares, com luxo na decoração e aplicação a ouro; 
- pintura de tetos com efeitos ilusionistas; 
- fachadas simples, contraste entre a simplicidade do exterior com a opulência decorativa do interior, era a tónica na arquitectura; 
- violentos contrastes de luz e sombra eram marcantes na pintura; 
Na literatura, os escritores de então, embora continuassem a admirar a cultura greco-latina, procuraram, numa ânsia incontida da originalidade, retorcer e exagerar as formas e apresentar aos leitores os assuntos mais inesperados pelos processos mais imprevistos. Daí o aparecimento da rebuscada artificiosidade do cultismo e do labiríntico discorrer do conceptismo.
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