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Possibilidade de resposta à tarefa 2
N’Os Maias, a intriga trágica entrelaça-se com a crónica de costumes. O título – Os Maias – liga-se à história trágica e o subtítulo – Episódios da Vida Romântica – sugere o retrato da sociedade, feito criticamente e com fina ironia.
                A visão crítica incide sobre o mundo social, político, económico e cultural do século XIX e da Lisboa finissecular. Há uma ampla análise do Portugal da Regeneração, marcado pelo conservadorismo, pelo espírito romântico frustrado e pessimista, pela corrupção dos costumes.
São diversos os ambientes que permitem o contacto com múltiplas cenas e casos típicos da vida e da sociedade romântica da época da Regeneração: o jantar no Hotel Central, as corridas de cavalos, o jantar em casa do conde de Gouvarinho, o episódio na redacção do jornal A Tarde, o sarau literário do Teatro da Trindade.
 O jantar no Hotel Central permite abordar a crítica literária e a literatura, a situação financeira do País e a mentalidade limitada e retrógrada. Aí se retrata a polémica que marcou a Questão Coimbrã, na discussão de Ega e Alencar, defensores do Realismo/Naturalismo e da moral do Ultra-romantismo, respectivamente.
 As corridas são uma verdadeira sátira ao desejo de imitar o que se faz no estrangeiro, por um esforço de cosmopolitismo, e ao provincianismo do acontecimento. As corridas no hipódromo permitem, igualmente, apreciar de forma irónica e caricatural uma sociedade burguesa que vive de aparências. São um pretexto para Eça de Queirós, uma vez mais, satirizar a mentalidade e o comportamento da alta burguesia lisboeta, onde se percebe um verdadeiro contraste entre o ser e o parecer.
 No jantar do Gouvarinho, as conversas permitem observar a degradação dos valores sociais, o atraso intelectual do País, a mediocridade mental de algumas figuras da alta burguesia e da aristocracia. No jantar podemos apreciar duas concepções opostas sobre a educação das mulheres, a superficialidade das opiniões de Sousa Neto, e o fascínio pelo que é estrangeiro.
 A parcialidade e a dependência política do jornalismo da época surgem perfeitamente retratadas no episódio do jornal A Tarde.
 O episódio do sarau do Teatro da Trindade serve para Eça desferir a sua crítica sobre a superficialidade dos temas de conversa, a insensibilidade artística, a ignorância dos dirigentes, a oratória oca dos políticos e os excessos do Ultra-Romantismo.
Podemos concluir que a estrutura d’Os Maias obedeceu, prioritariamente, à vontade de Eça fazer uma desenvolvida crónica da vida social lisboeta do seu tempo, embora integrando-a na história de uma família. A par do enredo trágico-amoroso da obra, os episódios do Hotel Central, das Corridas, da ida a Sintra, do sarau do Teatro da Trindade, do jornal A Tarde ou dos jantares dos Gouvarinhos permitem uma análise crítica e objectiva à sociedade. Graças a eles podemos observar a corrupção, a frivolidade, a superficialidade, a ignorância e as mentalidades retrógradas da segunda metade do séculoXIX.
                Ao recorrer à crítica social e ao procurar agitar as ideias sociais, políticas e literárias, Os Maias constituem um verdadeiro fresco caricatural da sociedade portuguesa da época, conservando actualidade, apesar dos contextos serem um pouco diferentes.
Os Maias surge como um romance realista ao retratar os espaços sociais da sociedade romântica estando patente nesta obra uma comédia de costumes.N’Os Maias, a intriga trágica entrelaça-se com a crónica de costumes. O título – Os Maias – liga-se à história trágica e o subtítulo – Episódios da Vida Romântica – sugere o retrato da sociedade, feito criticamente e com fina ironia.
                A visão crítica incide sobre o mundo social, político, económico e cultural do século XIX e da Lisboa finissecular. Há uma ampla análise do Portugal da Regeneração, marcado pelo conservadorismo, pelo espírito romântico frustrado e pessimista, pela corrupção dos costumes.
São diversos os ambientes que permitem o contacto com múltiplas cenas e casos típicos da vida e da sociedade romântica da época da Regeneração: o jantar no Hotel Central, as corridas de cavalos, o jantar em casa do conde de Gouvarinho, o episódio na redacção do jornal A Tarde, o sarau literário do Teatro da Trindade.
 O jantar no Hotel Central permite abordar a crítica literária e a literatura, a situação financeira do País e a mentalidade limitada e retrógrada. Aí se retrata a polémica que marcou a Questão Coimbrã, na discussão de Ega e Alencar, defensores do Realismo/Naturalismo e da moral do Ultra-romantismo, respectivamente.
 As corridas são uma verdadeira sátira ao desejo de imitar o que se faz no estrangeiro, por um esforço de cosmopolitismo, e ao provincianismo do acontecimento. As corridas no hipódromo permitem, igualmente, apreciar de forma irónica e caricatural uma sociedade burguesa que vive de aparências. São um pretexto para Eça de Queirós, uma vez mais, satirizar a mentalidade e o comportamento da alta burguesia lisboeta, onde se percebe um verdadeiro contraste entre o ser e o parecer.
 No jantar do Gouvarinho, as conversas permitem observar a degradação dos valores sociais, o atraso intelectual do País, a mediocridade mental de algumas figuras da alta burguesia e da aristocracia. No jantar podemos apreciar duas concepções opostas sobre a educação das mulheres, a superficialidade das opiniões de Sousa Neto, e o fascínio pelo que é estrangeiro.
 A parcialidade e a dependência política do jornalismo da época surgem perfeitamente retratadas no episódio do jornal A Tarde.
 O episódio do sarau do Teatro da Trindade serve para Eça desferir a sua crítica sobre a superficialidade dos temas de conversa, a insensibilidade artística, a ignorância dos dirigentes, a oratória oca dos políticos e os excessos do Ultra-Romantismo.
Podemos concluir que a estrutura d’Os Maias obedeceu, prioritariamente, à vontade de Eça fazer uma desenvolvida crónica da vida social lisboeta do seu tempo, embora integrando-a na história de uma família. A par do enredo trágico-amoroso da obra, os episódios do Hotel Central, das Corridas, da ida a Sintra, do sarau do Teatro da Trindade, do jornal A Tarde ou dos jantares dos Gouvarinhos permitem uma análise crítica e objectiva à sociedade. Graças a eles podemos observar a corrupção, a frivolidade, a superficialidade, a ignorância e as mentalidades retrógradas da segunda metade do séculoXIX.
                Ao recorrer à crítica social e ao procurar agitar as ideias sociais, políticas e literárias, Os Maias constituem um verdadeiro fresco caricatural da sociedade portuguesa da época, conservando actualidade, apesar dos contextos serem um pouco diferentes.
Os Maias surge como um romance realista ao retratar os espaços sociais da sociedade romântica estando patente nesta obra uma comédia de costumes.
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